Apóstolo 1

apóstolos

cai a tarde com um anjo de verso usual
com rodas de fogo e veloz nos levou
a face, a taça, o vinho e a pena de metal.
o velho está morto! jaz apolíneo e morto

na paranoia do espetáculo o manuscrito
da urgência – o alfabeto do dia-a-dia.
esmaga o crânio de Lúcifer – maldito
e sorri no plenilúnio dos seios das ninfas.

equinócio das vacas, sussurros das coisas,
no tecer da rendeira a violência te calou.
como quem descreve no asfalto doidas

histórias (motos), dragões e tuas mágoas
nosso relicário dor de órbitas e cotidiano
velhas parábolas e prantos em teu manto.

Soneto do poeta José leite Netto, a ser publicado, em breve, no livro TRAPÉZIO. Uma homenagem a José Alcides Pinto.

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